Be Welcome to a ocean of bloody tears

There are more things in heaven and earth,
Than are dreamt off in your philosophy.

Shakespeare, William
_The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark

Quem sou eu

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O tempo muda o tempo todo...

terça-feira, agosto 16, 2011

Quebrem minhas asas! Deixem-me cair, meus sonhos me matam cada vez mais do que essa queda.
A morte será minha salvadora, deixem que com seus braços gélidos ela me abrace, me beije.
Tenho que aprender com a queda, a me erguer, saber sangrar e continuar lutando. Pois eu sei,
que o valhala que em você eu acreditava existir, não passa de mera ilusão.
Devo me desapegar, não sou ninguém, não sou, nem nunca serei especial para merecer algo.
Enquanto isso luto, um dia encontrarei meu lugar de descanso, meu valhala.
Ate lá, morrerei em cada sonho, em cada suspiro, em cada esperança que eu achar por,
uma esquina qualquer, por um som qualquer, por uma palavra qualquer.
Que minha tristeza e minha solidão sejam a mim de boa valia, e ótima companhia.

Que arranquem minhas asas, por que minha esperança a cada vez que alço voo me mata. Que me tirem o sonho, para que no vazio eu possa viver, eu possa encontrar minha existência. Que eu possa ser.

Que nenhum sussurro me alcance, já que em vida estou morto. Que tudo seja para mim o que sou para o tudo, nada.
Que o vazio que toma conta do meu ser, seja, eu, completo.

Haja, enquanto Houver
um fim.

... ...

I am Jack's broken heart.
I am not special.
I am not a beautiful and unique snowflake.

domingo, julho 03, 2011

Blues (1)

Ah! Que vontade de criar asas e voar para longe de mim mesmo!
Voar para longe de tudo o que eu possa chamar de meus sentimentos. Voar e não ter saudades nem vontade de voltar
Vontade de me esquecer.
Desaparecer de mim mesmo.
Vontade de estar no pico mais alto ou no vale mais fundo.
Frio e escuridão
...


quinta-feira, junho 30, 2011

Pessoa, Pessoas.

Presságio

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

quarta-feira, maio 25, 2011

DON'T PANIC !!!!

Feliz dia da Toalha...


VIVA a Douglas Adams....
.... e a tudo o que faz-nos duvidar de que esta é a realidade...




terça-feira, maio 24, 2011

...

Everything I can say right now is: Am I sad, mad or just lonely?

Pessoa, Pessoas.

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.